Quando a estupidez entra pela porta, o amor sai pela janela

Quando a estupidez entra pela porta, o amor sai pela janela
Quando um relacionamento começa a adoecer, ele emite sinais: o abraço é substituído pela queda de braços; o casal perde a cerimônia e já não escolhe mais as palavras para falar um com o outro; é quando a doçura das palavras cede lugar à aspereza e à grosseria. A parceria se transforma em rivalidade.
Sabe quando você não sente mais aquela confiança para revelar os seus desconfortos ao parceiro por temer que ele vai usar tudo contra você? Daí você se lembra do quanto ele era gentil e acolhedor no início e compara à pessoa que ele se mostra no presente. Simplesmente, você não o reconhece mais. Isso vale para ambos.
Fica nítido, também, que ele já não faz questão de adotar uma postura empática num contexto desconfortável para você. E isso choca porque você estava acostumada com aquela pessoa que fazia de tudo para te proteger.
Você vai perdendo o chão, a confiança, a admiração e o tesão. A partir do momento em que uma pessoa ou ambas consideram um desaforo ceder em prol da relação, é sinal de que já não percebem mais o relacionamento como uma parceria.
No início do romance, as pessoas se importam, fazem de tudo para agradar e demonstrar interesse, mas, depois de um certo tempo, elas se sentem no direito de soltar as feras e revelar um lado nada sedutor.
São tantos amores bonitos se desfazendo, morrendo aos poucos, fatigados pela falta de cuidado e de zelo. Muitos sentimentos lindos se transformando em ranço porque os envolvidos optaram por dar vazão ao que tem de mais repugnante dentro de si. Não há encanto que sobreviva à falta de respeito, de transparência, de sensibilidade e de empatia.
Eu penso que a vida já é dura demais[ci1] para você ter que medir forças com quem deveria te dar afagos.
[ci1]Suponho que seja “já é dura demais”.