Eu sigo errando, aprendendo e me encantando

Eu sigo errando, aprendendo e me encantando
Eu sempre vou insistir em encontrar beleza por onde eu passar. A beleza de um recomeço; a beleza de uma tentativa; a beleza de um sorriso que tenta disfarçar uma dor.
Eu sempre vou tentar enxergar além das aparências, eu sempre vou tentar ler as entrelinhas aquilo que está implícito, gritando para ser compreendido.
Eu sempre vou tentar compreender que, muitas vezes, os silêncios imploram por um abraço, por um olhar, por um sorriso.
Eu aprendi que um abraço pode curar, tranquilizar e fazer toda a diferença no dia de alguém.
Eu compreendi que quando endureço o coração, a situação piora.
Eu tenho clareza de que quando me interesso de verdade as coisas fluem, as respostas chegam e as portas se abrem.
Entendi que quando a tempestade chega, o melhor a fazer é buscar recursos espirituais dentro de mim, pois se eu fizer barulho, não conseguirei Deus falando comigo por meio da minha intuição.
Compreendi que por trás de todo adulto difícil existe uma criança ferida, negligenciada e assustada.
Percebo que quando uma pessoa grita, ela está implorando por um abraço silencioso e por um olhar de empatia, nada além disso.
Às vezes, eu preciso me afastar para enxergar melhor as coisas, as pessoas, os meus vínculos, as minhas conquistas.
Eu já valorizei muito algo que, em outros momentos, era insignificante para mim.
Eu aprendi a me abraçar todas as vezes que erro, pois preciso me proteger dos incontáveis dedos que me apontam, me julgam e zombam dos meus tropeços.
Aprendi a exercitar a paciência nos meus dias nublados, eu procuro me lembrar que o sol sempre aparece para germinar as sementes do meu recomeço.
Eu descobri que se eu encarar os meus medos nos olhos, eles ficam tímidos. Na realidade, eles se alimentam da minha covardia e da minha inércia.
Eu tenho aprendido a apreciar tudo o que há em mim, inclusive os aspectos que um dia eu quis esconder. Eu sou tudo isso, onde não couber os meus defeitos, minhas virtudes não entrarão pela porta.