Não confunda paciência com comodismo

Não confunda paciência com comodismo
Nada acontece sem ação. Não podemos confundir paciência com comodismo. Ter paciência é entender que existe um tempo certo para cada coisa acontecer. É compreender que existe um lapso temporal entre o plantio e a colheita. Contudo, entre essas duas fases existem várias ações que envolvem: regar, podar, retirar as ervas daninhas, proteger a planta de determinados insetos peçonhentos, etc.
Em contrapartida, o comodismo está relacionado à inércia absoluta. A pessoa não faz nada em prol do que deseja e acredita, que num passe de mágica, ela será agraciada por merecimento.
A Bíblia diz que a fé sem obras é morta. Eu acredito que Deus se alegra quando decidimos participar das dinâmicas dos milagres que tanto pedimos. Não porque Ele precisa de nossa ajuda, e sim para percebermos que aquilo que consideramos impossível está ao nosso alcance, mas não percebemos porque o medo embaça a nossa visão.
Quando damos um passo em direção ao que desejamos, as portas vão se abrindo e os nossos medos vão ficando cada vez mais tímidos. Não é possível evolução sem enfrentamento, sem esforço, sem suor, sem foco e sem disciplina. Isso não é frase clichê, é uma realidade inquestionável.
A vida é para quem corre atrás, não para quem, passivamente, espera.
Se quando éramos bebês, tivéssemos desistido de andar na nossa primeira queda, estaríamos até hoje engatinhando pelo chão. Entretanto, como não nos importávamos com os julgamentos alheios, insistíamos. Muitos evoluíram ao ponto de correrem maratonas internacionais.
Nós carregamos as sementes de muitos dos milagres que queremos, elas estão dentro de nós, no entanto, muitas vezes, preferimos buscar fora, subjugando a nossa força, e menosprezando a nossa capacidade.
Como, lindamente, canta Geraldo Vandré: Vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer.