Tornei-me guardiã do meu templo. Despertei!

Texto e foto: Ivonete Rosa|@ivoneterosapsi
Tornei-me guardiã do meu templo. Despertei!
Tornei-me uma guardiã atenta do meu templo. Era o que eu deveria ter sido desde o início, mas antes, eu não tinha essa consciência de hoje. Ninguém me ensinou que o meu corpo e minha energia são sagrados. O máximo que ouvi foi que “s3x* antes do casamento é pecado”. Eu gostaria que tivessem me ensinado a me respeitar, independente de algo ser ou não pecado. Me respeitar porque sou sagrada, não por medo de punição.
Eu tive o meu templo invadido por vândalos, visitantes indignos. Houve invasões e, também, permissões de minha parte, reconheço. Eu não tinha condições de me proteger, por isso me acolho e me perdoo.
Muitos deles não mereciam nem passar na minha calçada, mas eu os acolhia nos cômodos mais sagrados do meu ser.
E cada um deles, ao ir embora, deixou o meu templo numa total desordem. Dava uma trabalheira danada faxinar aquela lambança. Contudo, antes de concluir a faxina, por algum motivo, eu acabava acolhendo outro visitante sem modos, sem nobreza de alma. Uma nova sujeira se misturava às crostas antigas. Até que passei a sentir repulsa por visitantes com aquele perfil. Algo em mim mudou. Uma chave girou aqui. Essa limpeza pesada deixou-me exausta e com uma profunda necessidade de me recolher, de me proteger num casulo.
Acordei para o meu valor, ao sentir o sol penetrando as fissuras da minha alma.
Estou vivendo a deliciosa jornada de me amar. Estou aprendendo sobre quem sou, em essência, e a cada descoberta me encanto. O meu templo está limpo e ornamentado. Por aqui, não será aceito ninguém com os pés empoeirados. Eu adentrei um portal de cura, libertação. Eu me descobri deusa.